terça-feira, 4 de agosto de 2009

Não seria melhor colocar um Outdoors?

Estava assistindo ao Programa do Jô e vendo uma entrevista (de 3 blocos), com nosso ilustre governador do Estado de São Paulo José Serra. Vamos esquecer um pouco todos os discursos políticos e frases como "foi o Kassabe quem implementou, mas isto começou no meu governo", ou outras ainda de maior impacto do tipo "estamos introduzindo o sistema de câmeras para auxiliar a polícia". Não vou nem comentar a PÉROLA do governador que diz que "as estatísticas sobre segurança nunca foram melhores, uma vez que somos uma cidade extremamente segura". Quero comentar a respeito dos Outdoors.

Não sei se todos sabem, mas sou um profissional da área de comunicação e confesso que o outdoor, em minha opinião, é um tipo de mídia externa que exige extrema sensibilidade por parte do publicitário que o cria, além de exigir a "rapidez da percepção", uma vez que em poucos segundos é necessário efetuarmos uma venda. Seja um conceito ou um produto. A rapidez da comunicação é incrível.

Acontece que o Outdoor tinha um outro papel de acordo com o Jô Soares (e tristemente concordado pelo governador). Esse era o de cobrir parte da miséria. Devo entender então que esta imagem que usei nesta postagem de meu blog é nosso novo Outdoor?

Fica a pergunta: que imagem será que temos vendido? Será que é algum tipo de mensagem para as gerações futuras onde dizemos: "Percebem como é bem melhor quando colocamos uma faixa na frente de tudo isto?"ESPERO que assim como eu, os leitores do meu blog fiquem indignados com a imagem e comecem a agir!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Biografia é sinônimo de impunidade?

Concordo que temos feito uma verdadeira “pirotecnia” em quase todas as CPIs atualmente em progresso (e olha que existem várias). Esta citação é de nosso ilustre presidente.

Acontece que sua próxima citação a Roberto Gurgel, recém eleito Procurador da República me causou uma certa náusea. Ele pede descrição do Ministério Público Federal (MPF) nas investigações vigentes. Até aqui nada de novo, afinal de contas é sério demais acusar alguém de algo que não fizeram. O presidente continua dizendo que devemos “pensar na biografia de quem está sendo investigado”.

Levamos uma vida construindo nossa imagem, mas basta um pequeno deslize para que todo este esforço seja vão. O fato, no entanto, é que não é porque tivemos uma história de sucesso e comportamento ético, que ficamos acima do bem e do mal. A biografia deve SIM ser levada em conta, desde que não seja usada como uma espécie de biombo que as permite errar a vontade pois estão “escondidas” atrás de sua imagem irretocável.

Em tempo... o ex-presidente da República, José Sarney, tem se apoiado demais em sua biografia quase que irretocável não acham.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Has he really gone?

Beloved readers, I must confess that although I do like English very much, this is my first attempt to write in English at my blog so I must ask for your forgiveness if anything goes bad this time. I’m already felling a shiver down my spine.

I know Michael is yesterday news, but I couldn’t resist the temptation or writing about him, mainly after reading the article entitled "Finding Neverland" by David Gates at Newsweek. The first question that popped-up my mind after the dazzling gig in Los Angeles was: "Has he really gone?" I was told by a friend the other day that Michael is maybe alive. This is very unlikely I would say but not impossible.

The point is, what does the expression "to be alive" really means? If we have the curiosity to go back a few decades what we’ll find out is that Michael was probably dead far before Thriller (his bestselling album of all times). It was probably when his father neglected his role as a father. Or maybe when Michael himself started morphing into someone else. Or maybe when he was accused of being a pedophile in 2005.

Prejudice. Charisma. Lack of adult sexuality. Supremely gifted. These terms and definitions surrounded him since he was very little and yet, this controversial character, probably died without experimenting one single day of true happiness! This is unbelievably sad.

Humanity is the key for being alive and unfortunately Michael has lost his long ago. At least in my point of view.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Adotar uma criança ou comprar uma bolsa?!

Sei que o que vou falar é "notícia de ontem", mas nunca é tarde demais para subir no caixote e RECLAMAR mesmo sobre as atrocidades do mundo moderno.

Estou a pouco mais de um mês querendo escrever sobre o tema, mas acredito que eu precisava DIGERIR a informação antes de qualquer coisa. A história para quem não sabe é a seguinte: Um casal em Uberlândia (MG) conheceu em um abrigo uma menina de 8 anos de idade. Frequentaram o abrigo por 6 meses e entraram com o pedido de adoção. "Ficaram" com a menina, trocaram seu nome (sem autorização judicial) e a mesma, já apegada a familia, os chamava de pai e mãe. Seria perfeito se não fosse ultrajante. 8 meses depois, sem nenhuma explicação nem para o juizado nem para a menina, eles a "devolveram" para o abrigo.

Li no Estado de São Paulo no dia 14/06/09 que o casal está obrigado a pagar 15% de seus rendimentos em pensão para esta menina para gastos com terapia.

Imagino as perdas que esta criança vem sofrendo desde seu nascimento.

Apesar de ser totalmente a favor da adoção, penso que todas as pessoas deveriam pensar muito bem antes de tomar um passo como este, uma vez que temos responsabilidade conosco e com a criança que está sendo adotada.

Olhando por outro foco, no Natal muitas vezes "adotamos" crianças de abrigos para nos portarmos como "padrinhos", presenteando com roupas, brinquedos e cartinhas. O gesto é nobre e deve sim ser executado. E o que acontece com esta criança nos demais 11 meses?

Se continuarmos neste ritmo onde crianças são abandonadas e "devolvidas" como mercadorias indesejadas, chegaremos a um ponto aonde uma pessoa antes de sair de casa em um Sábado a tarde dirá: "Estou em dúvida. Adotar uma criança ou comprar uma bolsa!?"